No cenário do Boqueirão da Pedra Furada, uma passagem com mais de 15 metros de diâmetro aberto na rocha vermelho-alaranjada provoca a sensação de que se está no set de filmagem de uma superprodução do gênero Indiana Jones. Acontece que nada é montagem artificial nem realidade digital de Hollywood. O Parque Nacional da Serra da Capivara, no sudeste do Piauí, é o único local do Brasil onde as surpresas e emoções de escavações arqueológicas em paisagens da pré-história são cientificamente reais e novas descobertas acontecem tão rotineiras quanto o brilho do Sol e da Lua nos céus do sertão.
No interior das cavernas e abrigos rochosos, que guardam preciosos tesouros e revelações sobre o passado, viaja-se pelo túnel do tempo. É como se o calendário recuasse para contar as aventuras do homem vividas no continente americano há 100 mil anos. Ao contrário de um diário escrito em folhas de papel, painéis rochosos mostram eventos, diversificados desenhos de estranhos animais, rituais de caça e sexo, cenas que provocam diferentes reações e interpretações.
As pesquisas científicas na Serra da Capivara começaram no início dos anos 70, conduzidas pela arqueóloga brasileira, a doutora e professora Niède Guidon. Em 1991 a UNESCO, órgão da ONU ligado à Cultura, considerou serem tão valiosos os achados arqueológicos e a arte rupestre da Serra da Capivara que declarou o Parque Patrimônio Cultural da Humanidade.
As pesquisas científicas na Serra da Capivara começaram no início dos anos 70, conduzidas pela arqueóloga brasileira, a doutora e professora Niède Guidon. Em 1991 a UNESCO, órgão da ONU ligado à Cultura, considerou serem tão valiosos os achados arqueológicos e a arte rupestre da Serra da Capivara que declarou o Parque Patrimônio Cultural da Humanidade.
Fonte: NE/Descobertas: Alcide Filho

0 comentários:
Postar um comentário