Após a confirmação de quatro mortes – todos da mesma família – o promotor do município de Cocal, Maurício Gomes de Sousa, anunciou na noite desta quinta-feira (28) que abrirá um procedimento investigatório para apurar a responsabilidade no rompimento da Barragem de Algodões I.

No acidente, a tromba d'água com mais de 40 milhões de metros cúbicos de água, desabrigou três mil famílias, arrastou casas, matou animais e causou o afogamento de um casal de aposentados e de suas duas netas.
O promotor disse que vai responsabilizar civil e criminalmente o Governo do Estado, a Emgerpi (Empresa de Gestão de Empresas do Piauí) e o município de Cocal. A investigação é com base na garantia dada pelo governo de que não havia risco de rompimento da represa.
“Semana passada, recebemos um fax com ata da reunião em que o engenheiro contratado pelo governo coloca que não havia risco de rompimento, mas destaca que era indispensável o serviço de segurança na barragem. Isso mostra que havia risco de um acidente”, disse o promotor que vai responsabilizar o engenheiro Luis Hernani Carvalho que emitiu o laudo de que era seguro o retorno das 10 mil pessoas ao local.Maurício conta ainda que há 15 dias, a presidente da Emgerpi, Lucile Moura, procurou a promotoria na cidade para ajudá-la a convencer as famílias a abandonarem as casas próximas a barragem. “Uma medida cautelar da juíza (Maria do Perpetuo Socorro Ivani Vasconcelos) determinou até o uso de força policial para retirarem as famílias e só retornar após a garantia de não haver risco de acidentes"
Procurador da República
O procurador do Ministério Público Federal, Kelston Lages, anunciou também que pedirá a investigação no acidente. O procurador da República disse que o MPF está colhendo informações sobre o caso. O Ministério Público do Estado também avalia se a responsabilidade pelo rompimento da barragem é do engenheiro ou do Estado.

Fonte:CidadeVerde/Yala Sena

0 comentários:
Postar um comentário